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quarta-feira, 1 de junho de 2011

«Raparigas Espertas Casam por Dinheiro»!

 «Raparigas Espertas Casam por Dinheiro»! É como traduzo o sugestivo título de um livro  publicado em inglês «Smart Girls Marry Money». Quando me deparei com este título inicialmente a minha reação foi desfavorável pois, como praticamente todas as mulheres, fui educada na tradição romântica que considera abjetos cálculos de natureza material na escolha do companheiro. Hoje, devidamente instruída quanto às armadilhas da ideologia romântica, dou todo o meu apoio à tese de que, assim como assim, se vamos entrar num negócio no qual somos a parte mais fraca e vulnerável, o melhor é acautelarmos os nossos interesses, selecionando alguém que pelo menos dê garantias de suporte económico e se encontre nesse aspeto numa posição superior à nossa, mesmo que não seja assim tão jovem e belo como supostamente deveria ser o príncipe encantado.
 Escolher um macho alfa só pode ser uma lamentável estupidez; este vai sentir necessidade de constantemente confirmar a sua macheza com outras, o que francamente não faz nada bem à auto-imagem da mulher que o elegeu; vai querer sempre dominar as suas mulherzinhas e controlar as suas vidas, só uma tola ou uma desprevenida embarca nesse bote furado, um macho alfa só encontra mulheres beta, não queira ser uma delas, quando muito pode ter uma experiência, mas provavelmente nem a experiência vale, só se for para lhe mostrar que afinal ele não é lá isso por aí além.
Mas o conselho que eu de facto gostaria de dar às jovens mulheres, as outras, se ainda não aprenderam, também não vale a pena perder tempo com elas, é o de que melhor do que casar por dinheiro é mesmo não casar; não faça depender de outra pessoa, ainda por cima, do sexo masculino, logo em princípio pouco fiável, a sua capacidade de ser feliz, tenha a coragem de tomar o seu destino nas próprias mãos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Manifesto

Cor de rosa choque é um blog de autoria feminina - daí a convenção da cor - cujo propósito é discorrer sobre diferentes temas de forma pouco ou nada convencional - daí o choque. Denunciar e contestar preconceitos, ir contra a corrente dominante, de forma crítica e racional, parece-me muito necessário numa época em que os avanços tecnológicos têm servido em grande parte para facilitar a difusão de mensagens em que o ruído prevalece sobre a comunicação.
Os temas que me interessam são diversos e o espírito que me anima é o da civilidade e tolerância; não esqueço todavia que não se pode nem deve tolerar quem é intolerante porque isso é auto-suicídio. Compreender o outro não implica aceitar as suas opiniões acriticamente nem aceitar discursos de ódio; serão bem vindos todos os comentários que respeitarem estes critérios.